DESCOLONIZAR O IMAGINÁRIO

Imaginario

Quando me deparo com esse termo reflito sobre muitos temas e possibilidades.

Vamos iniciar pelas palavras em si: Descolonizar.

Descolonizar para deixar de ser colônia?!

Ou seja, sair de uma lógica de comando e interesse externo que não considera necessariamente a sua realidade para assim ter posse da sua vida.

E Imaginário, pois, vivemos em função de discursos e normas, de mundo onde esses elementos vão se sobrepondo uma a outra dentro de cada individuo e sua realidade.

Dessa forma, descolonizar o imaginário pode ser entendido dentro das noções de vida e formas de viver, padrões estruturados e estabelecidos.

Podemos recorrer aos ideais de corpo, beleza, alimentação, consumo ou perspectiva de futuro, entre outras.

O quanto você percebe a amplitudes dessas ideias?

O quanto você está vivendo de acordo com coisas que você nem acredita tanto assim?

Vai se deixando levar por certezas tão frágeis, mas tão agressivas.

Podemos nos questionar: O quanto nós somos incitados a olhar em volta e compreender as forças que regem a nossa vida? Nossas escolhas? Desejos?

O quanto do que você acredita que essas escolhas estão pautadas em suas experiências?

Logicamente que não vivemos descolados do espaço/tempo e tudo o que construímos e os espaços percorridos são feitos simbolicamente e socialmente.

Devemos atentar o pensamento para ver que tudo está regido por algo além da minha percepção, estou falando do seu jeito de pensar o mundo que está certamente vinculado as experiências que você viveu e que possivelmente alguém influenciou fortemente nas suas certezas.

Mas o quanto do que você faz e pensa está pautado em experiências suas e não em certezas engolidas e digerida lentamente, todo dia.

O quanto essas certezas aprisionam o seu pensamento?

É tanta publicidade e estruturas sociais cobrando dos indivíduos, que olhar em volta até estrala o pescoço.

Poder pensar para muito além do bem e do mal, para além das certezas e expandir os sentidos e sensações é descolonizar o imaginário.

É descolonizar nosso olhar, o que nos foi ensinado, símbolos, gestos, posturas.

É ser capaz de romper com sistemas, referencias e símbolos que estão enraizados nas diversas formas de violência.

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