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Na faculdade, em uma aula, professora falou bem seria a seguinte frase: ” as pessoas acabam tendo muito a síndrome de Gabriela” aí eu fique, mas o que síndrome é essa que não vi nos livros, então ela respondeu: ” Eu nasci assim, eu cresci assim e sou sempre assim, Gabriela!”.

Bom achei um máximo essa analogia e me dei conta de que não precisamos ser “Gabrielas”!

Quantos comportamentos reproduzimos sem nos questionar, sem perceber o sentido que isso tem.

Quantas frases feitas, repetem-se por gerações sem que pensemos o real sentido dela.

Se pararmos para pensar, fazemos isso o tempo todo, é quase uma espécie de herança.

Algumas são inofensivas, outras alimentam estados e preconceitos estruturais, que são aqueles que “fazemos sem ter a intenção”, mas que não deixam de doer naquele que recebe.
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É tempo de questionar!

O mundo está em constante mudança, viver na “síndrome da Gabriela” é bem confortável para alguns dentro dos seus privilégios, mas para quem vive tendo que negar sua cor, sua sexualidade, seu cabelo, suas tatuagens, “ser sempre assim” não rola mais, são muitos séculos vivendo em um ambiente onde seu cabelo é “ruim”, sua cor é do “pecado”, seu sexo é “frágil” e sua expressão artística é “coisa de bandido”.

Se questione!

O que te faz gostar mais de nariz fino e achar narizes mais largos feio?

O que te faz achar um cabelo liso muito lindo e um é afro exótico?

Sim, muitas vezes nem percebemos, só reproduzimos.

Más cá entre nós, muita gente realmente ainda tem limitações na busca de informações, mas no seu e no meu caso, é realmente limitação ou tem mais haver com escolha, com dificuldade de me colocar no lugar no lugar do outro?

É preciso se perceber!

A medida que eu me questiono eu me abro para conhecer realidades além da minha.

É inútil eu passar o dia te “ensinando” o que é legal e o que não é, se essa conclusão não vem a partir de você, se torna até cansativo para ambos.

Nos perceber replicadores de ideias, perceber que essas ideias machucam, diminuem outras pessoas, que para mim pode não doer, mas que no outro toca em uma ferida.

Não é para ter o sentido de lhe colocar como vilão, mas é se abrir a mudança e que na falta da intenção de maldade, o mínimo que podemos fazer é reconhecer e não somente nos desculparmos, mas se abrir a mudança.

A grande sacada disso tudo, é entendermos que não temos o “direto” de falar sobre o outro, opinar em nada sobre ele, sobre a pele, o cabelo, a sexualidade… tudo isso é sobre ele e não sobre mim.

O incomodo que me causa é sobre mim, para esse incomodo que eu preciso olhar com atenção e entender de onde ele vem.

Será que é da construção social? Será que das minhas identificações reprimidas?

Pode vir de vários de lugares, no então, uma coisa é certa, causando incomodo ou não, a única coisa que somos obrigados é a RESPEITAR!

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