Após a confirmação de diagnóstico de TEA, surgem dúvidas sobre o que fazer para amenizar alguns sintomas, potencializar outros aspectos comportamentais e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos com TEA .

Pessoas com TEA podem apresentar outras condições associadas, como agressividade, autoflagelação, estereotipias, irritabilidade e Hiperatividade, fatores que interferem de forma negativa no cotidiano em casa, na escola e dificultam as intervenções multidisciplinares, nesses casos é indicado o tratamento medicamentoso.

A medicação mais utilizada em crianças com TEA é a Risperidona, um antipsicótico que já demonstrou sua eficácia na redução de comportamentos hipercinéticos, agressivos, insônia, em alguns casos pode haver melhora nos níveis de concentração.

Efeitos colaterais podem surgir como sensação de cansaço, fadiga crônica, ganho de peso, salivação, no entanto pode ser ponderado e conduzido com cautela pelo médico especialista (neuropediatra ou psiquiatra infantil).

O uso dos remédios vem para complementar e ajudar no desenvolvimento de habilidades sociais, a partir da redução de fatores que prejudicam o convívio.

É fundamental lembrarmos que o tratamento do TEA deve ser embasado em um programa de reabilitação bem estruturado por profissionais tecnicamente capacitados, não existe medicação que seja capaz de reverter os sinais e sintomas que são próprios do Transtorno do Espectro Autista.

A alternativa da medicação não deve ser usada como único e principal recurso terapêutico.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *