AS REGRAS DO AMOR ROMÂNTICO

Vamos desmistificar algumas regras criadas em torno da relação amorosa ideal.

Presenciamos histórias de relacionamentos amorosos na vida real e na ficção. Vemos exemplos em livros, filmes, na mídia, na nossa convivência e em nossas próprias experiências pessoais.

Na nossa comunidade, é possível identificar regras e modelos sobre os relacionamentos amorosos, que são repassados dentre os grupos e as gerações, mas que nem sempre condizem com o que é possível e recorrente na realidade.

Associados a uma ideia romântica do amor, esses modelos, muitas vezes, escondem a realidade de uma relação amorosa, que, sim, pode ter dificuldades, ter dores e pode também acabar.

Certamente, você já ouviu ou já seguiu algumas das regras mais comuns sobre o amor romântico e irei fazer algumas considerações sobre elas:

  1. Mostrar ciúmes é uma prova de amor. O ciúmes é um sentimento como qualquer outro, que, em excesso, pode ferir um dos lados da relação – o de quem sente ciúmes ou o alvo do ciúmes. A existência e a expressão do ciúmes excessivo não deve ser justificada como cuidado ou afeto. Existem muitas formas de demonstrar e trocar afeto por alguém, principalmente que não prejudiquem nenhuma das partes da relação.
  2. O amor é suficiente para manter a relação. Uma relação não dura somente pelo sentimento, depende da colaboração de ambas as partes para um equilíbrio. O amor pode ser um grande motivador para ações que ajudam a construir e manter uma relação forte, e essas ações importam muito, se forem feitas com atenção, esforço e dedicação. Uma relação precisa de ações diárias, respeito ao outro, alinhamento de objetivos e valores para uma vida compartilhada. Mais do que o amor, o que sustenta é o ato de amar.
  3. O amor é eterno. O amor não é um sentimento inabalável. Quanto mais ele for idealizado, menos se aproxima da realidade que se constrói quando duas pessoas passam a conviver e a dividir uma vida juntos. Existem dificuldades que são naturais da tentativa de dividir uma vida a dois, mas nem sempre uma relação sustenta essas dificuldades e pode terminar em um rompimento.
  4. Amor é casar e ter filhos. Acho que você já reparou, mas a vida não é linear e nem estável. A ordem de namorar, casar (provavelmente, na igreja), morar juntos e ter filhos parece ser natural. Mas existe mesmo uma única fórmula para o amor? Esta regra não atende à diversidade de vivências e valores que as pessoas possuem e constroem a dois. Tentar seguir esta regra pode ser mais custoso e sofrido do que imagina, por isso descubra: qual é a sua forma de amar?
  5. Amor é dar prazer sexual ao homem, enquanto este provê para a família. A referência ao amor romântico ainda é heterossexual e homem e mulher têm seus papéis bem definidos dentro de um relacionamento, com base em um grupo social e uma cultura dominante. Mas a dinâmica para uma relação saudável deve partir de consentimento, prazer e conforto para ambos, mesmo que fuja dos padrões sociais esperados.

Regras como essas podem definir o tipo de relação que esperamos ter, de uma forma muito rígida, e então trazer sofrimento quando fugimos à regra. Na prática, nem sempre a regra se concretiza ou não é aquilo que faz sentido para você, não valendo a pena segui-la. Conhecer-se é fundamental para compreender o que é importante para você mesmo e, conhecendo o outro com quem se relaciona, é possível de se chegar a um acordo de como será a melhor forma para se relacionarem e aproveitarem dessa vida a dois!

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