Três sinais de uma relação saudável.

Lidar com pessoas nem sempre é fácil. Ainda que você conviva diariamente com familiares e amigos, as diferenças podem parecer enormes: as reações emocionais de cada um, a forma como compreendemos e opinamos sobre determinados assuntos e os contextos aos quais estamos submetidos – tudo isso parece criar realidades tão complexas que é quase impossível saber se estamos de fato nos entendendo. Hoje vou te passar três sinais que te ajudarão a entender quando uma relação pode ser considerada saudável.

Antes disso, acho válido esclarecer o que vamos considerar aqui como uma relação ”saudável”. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito de saúde é ”um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de afecções e enfermidades”, que, apesar de completo, está muito distante de algo que possamos encontrar em nossas relações do dia a dia. Sendo assim, para facilitar a compreensão, vamos considerar ”saudáveis” aquelas relações em que se façam presentes três elementos básicos e indissociáveis entre si: a validação, a empatia e a compaixão.

A validação é a capacidade de identificar a verdade de um sentimento.

Para explicar melhor, vamos a um exemplo: digamos que você está muito irritada com a maneira que o seu namorado a tratou ontem e resolve falar disso com uma amiga. Depois de te ouvir, ela diz que ”homem é assim mesmo”, que ”não viu nada demais” e que ”pior foi a fulana, que o namorado dela fez isso, isso e aquilo…”. Como você se sente? Ainda que tivesse a melhor das intenções, talvez você sinta que ela não viu importância nos seus sentimentos, como se você não precisasse se sentir assim. Mas eles existem e é assim que você se sente! Validar sentimentos é você considerar o que o outro sente como importante independentemente da avaliação que você faz do problema. Afinal de contas, se não fosse importante, ela não estaria contando pra você! Sendo assim, uma relação saudável é aquela em que se percebe que os nossos sentimentos são tratados com seriedade.

Ser empático é ter a habilidade de perceber o que o outro está comunicando (racional e emocionalmente).

Embora pareça objetiva, a expressão humana vai muito além das palavras que estão sendo ditas. Você já percebeu como nosso corpo também ”se comunica”? Quando estamos falando de determinadas coisas, apresentamos também reações emocionais e gestuais. Ser capaz de ”ler” essas expressões é o que faz com que se possa realmente entender o que alguém quer comunicar. A empatia contribui para relações saudáveis porque possibilita que as pessoas de fato entrem em contato com o que o outro deseja expressar.

Demonstrar compaixão é ser capaz de enviar ao outro a sensação de que estamos ali dispostos a acolhê-lo naquele momento.

Muitas vezes temos a impressão de que o melhor que se pode oferecer a alguém que nos relata um sofrimento é a solução rápida, que aquilo ”vai passar” ou que ”não é preciso se sentir assim”.

O problema é que as emoções não reagem a argumentos racionais como esses. Elas não são interruptores de liga e desliga. Elas se parecem mais com ondas: começam pequenas, tem um pico e, por fim, se desfazem.

Ter compaixão é estar junto do outro enquanto a onda emocional está forte até ela perder força. Numa relação saudável, uma atitude de compaixão reforça o laço afetivo entre as pessoas, mostrando que independentemente do que se esteja sentido, há pessoas com quem podemos contar nos momentos emocionalmente mais difíceis.

É importante salientar que uma relação saudável melhora com a prática desses três elementos.

Nesse sentido, que tal um exercício?

Escolha duas relações muito importantes pra você; pode ser a relação com seus pais, parceiro(a) ou um amigo(a).

Você se sente validado(a)? E você, valida os sentimentos do outro?

Tem compaixão quando alguém lhe pede ajuda?

Consegue ter empatia com os outros ou responde de qualquer forma?

Com treino e sensibilidade, você tem tudo para firmar laços cada vez mais significativos!

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